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O TEMPlO DAS ARTES25 septembre Criação da Luz
A criação é o parto da arte que vive no ventre do pensamento.
É a geração espontânea do amor que entrega os filhos ao mundo após tê-los criado.
É a voz que emerge do silêncio, rompendo os grilhões do comodismo pela libertação da alma.
Arte é a vida que renasce da morte ou desdobra o além, pois todo fim inspira um novo começo! É a companhia dos solitários, o fruto que sacia a fome do espírito e a Divina Providência ecoando no reduto do ser, conduzindo seus passos pela valsa do sentimento.
Arte é a lagrima legitima ou o sorriso desprendido que reproduz a realidade dos sonhos. É a vela que aquece e orienta na escuridão tal estrelas na noite em barcos sem direção!
A arte é a forma esculpida da semente que rompendo as adversidades da terra, germina em pinceladas de pétalas multicoloridas que atraem a melodia dos aplausos que celebram a existência.
16 septembre Amor imaginárioSentado na janela, estendo as mãos na direção da lua, imaginando que onde estivesse também ergueria as mãos a ela e nossos dedos ainda anônimos se encontrariam na imensidão infinita de todos os sonhos. Nas dificuldades, as quais parecemos sofrer o teste do ser é o amor invisível que sacia o vazio de crer que algo além nos espera, confiando que enfrentemos as próprias tramas para nos enlaçar em um abraço imortal. Seu nome, seu rosto, suas atividades, seus medos e realizações, desconheço até o presente momento, no entanto quando sente a brisa secar o mar de suas lágrimas ou o calor do sol banhar o seu coração, sou eu vivendo pela natureza a ventura de acompanhar sua emoção. As crianças são capazes de registrar a presença de amigos invisíveis que colorem sua solidão e tais elas me preservo na ciranda do próprio sangue que concretiza sua essência no doce anel da futura comunhão. - “Onde está? O que procura?” – diz sua voz no espaço Suas dúvidas assim se tornam as minhas certezas de aqui estar até que seus olhos me encontrem na multidão e a minha multiplicidade se integre a sua individualidade, fazendo enfim de duas notas, uma UNA canção. Talvez essa carta não encontre destinatário ou converta-se nos risos que brindam a esperança, porém que esta seja meu testamento, despertando a sensibilidade do momento na crença que nunca isola, mas confia a cada alma, o eco do chamado (in)consciente de uma vida à revoada das próprias asas, voando na velocidade que converte-se em brilho cósmico pela inteira doação. 18 août Ódio“O ódio é o filho abandonado do amor
Mas ainda é amor...
Amor incompreendido, Amor perdido e desencontrado...
O ódio é a ruptura, a morte de uma estrutura
A aversão cega que nega o entendimento
O ódio é a noite sem estrelas, o sentimento não manifesto
É a faísca da ira, o alcoolismo da mágoa
O ódio é o veneno que adoece a alma, destila a calma na rebeldia
O pensamento cristalizado de um momento banalizado, despetalado...
Os espinhos da consciência emaranhados no coração
O ódio é o medo do perdão. É a reação que antecede a ação.
É juiz sem tribunal. É réu da lembrança.
É a lágrima que grita da boca dos olhos em silêncio
Enfim o ponto final colocado no lugar da vírgula
No entanto, somos as nossas experiências e querer terminá-las é buscar o próprio fim.”
Por Fernando Paz
18/08/07 2 novembre SÓneto
"A solidão é o canto ardiloso do oco das almas.... Que clamam a chama dos olhares cruzados Do ardor no amor entre corpos laçados Na alegria faceira das mãos encontradas Na sangria passageira dos sonhos largados Alagados nas ilhas do sentimento A solidão é o eco das vozes aprisionadas... Acionada pela espera indeterminada Minada pelo coração parado, atado na própria ação Entrega os rios da vida, no silêncio do doar Na falta de ar dos brios de tantas idas Embriagadas pela lama, trama das sombras animadas A solidão é o desencanto do pensamento ... A incerteza de um momento de “SÓ+LIDar+com o nÃO” Findando pelo solidarizar de um sóneto" Por Fernando Paz 10 juin Lenda de uma melodia urbana"Eis o velho dito que fito Tido o olhar no molho do mundo Fundo que chora Toras de outrora a toda hora Agora ao ocaso em todo o caso o concreto Decreto pichado de amor armado Amado muro duro de cinzas batidas Tiras rosadas de pedras de gelo Zelo enfim, assim de cristais cortados Atados os tais na cor de um coração Ação dos jogos nas vidas Divididas do rachar das idas Partidas no nascer do céu Véu do entardecer da chamada Ainda chama amada, flor" Por Fernando Paz 14 mai O tempo das letrasNas estações íntimas do tempo, a consciência se transforma. No verão dos momentos festivos, a alegria motiva, irrigando o coração adormecido, fazendo guizo de um só riso que junto a outros farfalham em ecos de gargalhadas, plenitude de viver! No outono das reflexões, pensamentos geram momentos de lembranças que como folhas flutuam no espaço. No inverno dos dias mais difíceis, oportunidades de exercitarmos o conhecimento adquirido, não será ilícito chorar,desde que os rios que escorram dos olhos margeiem a face, desembocando nos lábios que desabrocham a flor da primavera que reverbera em um novo alvorecer. Que façamos dos anos, suaves melodias, para que a criança da temperança não se perca na dureza que rompe a pureza, do olhar que descobre, corre e brinca, procurando dentro de si, a essência de conhecer-se. Que a felicidade, seja a habilidade da fé interior, sem atribuir a responsabilidade das escolhas ao acaso, fazendo o próprio caso, em resplandecente ocaso, lembrando que a omissão também é ação que no medo do amor, provoca a dor de sempre esperar, sem com segurança e confiança realizar. Que a brisa da inspiração sejam regentes em cada dia no estudo que aprofunda o conhecimento, no trabalho que experimenta a sabedoria, no recolhimento que lapida a forma de nossas criações, para a exposição de transparentes atitudes e palavras. Que a água da emoção lave, leve e eleve. Que a terra da razão, descerre, liberte e desperte. Por Fernando Paz
8 mars Tratado de amorSelado de acordo com as leis dos homens e a justiça de Deus, declaro por meio desta a união das terras dos pensamentos pelo amor e complemento de duas almas, que se apresentarão como uma só. O encontro dos Horizontes, em um infinito sem fim, em brado ecoando pelas planícies, explorando a maior emoção do reinado, transbordando em palavras que nunca cessarão aos nossos corações. Exemplificar pela educação que nos competirá, os termos sagrados dos compromissos e responsabilidades, do trabalho e produção, do respeito e da fraternidade que assumimos perante a fortaleza de nossos sonhos que pelas linhas desfarão toda e qualquer vinha, desenrolando em um único fio, no cálice da família, no entrelaçar de nossas trilhas. Impresso no sangue da vida, do templo universo que a consciência ergue em altar, que não se disparem canhões, senão em artilharia de flores e frutos em escudos de perdão e caridade pela paz. Que em tinteiro transbordará a essência que se enraizará em sementes traduzidas pelo verbo doar. A aliança dourada despontará e deverá resplandecer em paixão, desmatando a ignorância, pela sede de sabedoria das riquezas das mentes gêmeas, completando e desfazendo em cada um, as vicissitudes por mais singelas, as mazelas das inquietudes, pela aurora de renascerem lado a lado. A divisão do universo em sentimentos internos, do tempo e espaço intimo de cada um deve ser respeitada na liberdade que codifica o único, o incondicional e o eterno, bem imperecível nos laços que vigoram cada centésimo, desta centelha, criação de agora em diante sobre o perfume de com simplicidade ser. Por Fernando Paz 5 mars Diálogo das Sombras" - Se em algum recanto canta alguém - Encanta quem nenhum canto tem - Em que cantigas senão antigas vive sem? - Diga que de fadiga mora o desdém - Cantarole as linhas que desenrolam as vinhas - Hora que outrora tinha, vigora a demora minha" Por Fernando Paz O amanhecer das palavrasNascente dos pensamentos despertam, momentos que atitudes em rios correm, percorrem nas letras que irrigam a margem das esperanças que desabrocham, convergem no mar da sintonia, onde ondas em lembranças nos levam a magia dos cantos, que emergem os mantos da realidade! Eis que a brisa, leva lisas linhas, areias do tempo eterno, ternas vinhas de poesia. Forjando o universo em um unico verso: o amor. As cortinas se revelam, em velas de estrelas que brilham nos palcos da diária oportunidade. Que as luzes pairem sobre todos os que chegam, reverberando a arte nos corações atentos, levando alentos de amanhecer! Sejam bem vindos e jamais esquecidos! Hoje e sempre! Por Fernando Paz |
Agradeço a sua visita!
Fernando Paza écrit :
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20 Fév.
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